sábado, 1 de dezembro de 2012

Dia Mundial da Luta contra a SIDA


Se há coisa para que este dia serve, é para se falar sobre SIDA. E há muito a dizer.

Não sou especialista em saúde, nem estou ligada a nenhuma associação que combata esta doença, por isso não tenho nada de particularmente espectacular para dizer sobre o assunto, mas não queria deixar passar este dia sem o marcar.

Eu tive a felicidade de ter uma infância onde me foi explicado tudo o que era necessário saber.

Recordo-me perfeitamente do dia em que fui, com o meu pai, ao cinema ver o Philadelphia e foi marcante. Não pela doença em si, mas por todo o estigma, toda a discriminação vivida por doentes portadores de HIV. Apesar de estar familiarizada com o tema, era miúda, por isso não tinha muita noção dos problemas e rejeição encarados pelos doentes e foi triste perceber essa realidade. Mas não tão triste quanto é perceber que, ainda hoje, há pessoas com esse preconceito.

Recordo-me de que na minha escola, a SIDA era assunto tratado de forma recorrente. Explicava-se como se apanhava e (tão ou mais importante) como não se apanhava, em que consistia e formas de prevenção.
Ora, se isto acontecia há 15-20 anos, seria de supor que hoje ainda se mantém e sendo que vivemos num país em que a escolaridade mínima obrigatória é o 12º ano, seria de imaginar que , pelo menos, todas as pessoas com menos de 35 anos, estivessem devidamente informadas.

Mas não. Espanta-me encontrar pessoas, novas, que não têm noção que podem apanhar SIDA praticando relações sexuais de forma desprotegida, que nem sabem bem o que isso é. A falta de informação que  permanece hoje em dia, depois de tantos anos em que se fala abertamente sobre o assunto, deixa-me boquiaberta.

É realmente importante que exista um dia dedicado a este tema e em que se chame a atenção e se fale muito, mas muito sobre o assunto. Em que se informe sobre a existência da SIDA, sobre formas de prevenção e se explique que os portadores de HIV são só pessoas doentes e que precisam exactamente do mesmo apoio e carinho que precisa qualquer doente.

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